Dia 19 de Agosto é o Dia Mundial da Fotografia.

Ao longo dos últimos 6 anos o Carioquíssimo teve a fotografia como um dos seus principais destaques e atrativos, movimentando até hoje quase 800 mil fotos no instagram de seguidores que usam as tags #carioquissimo e #carioquissima.

Exibimos em nossas redes sociais e exposições físicas, fotos de todos os cantos do Rio de Janeiro, buscando sempre mostrar as belezas naturais do Rio e costumes cariocas, citando os fotógrafos, amadores ou profissionais, que são a base de nosso acervo.

Em comemoração ao Dia Mundial da Fotografia e em parceria com o Museu da República, realizaremos uma exposição fotográfica com o tema: Roteiros Republicanos.

Gostou? Então participa com a gente!

Abaixo as regras simples para que sua foto esteja presente na Carioquíssima edição especial!

– O evento será realizado nos dias 18 e 19 de Agosto no Museu da República.

– Para participar, você deve escolher um dos locais que informaremos nesse post, fotografar e usar a tag #carioquissimanarepublica e #museudarepublica.

Lembrando que seu perfil deve estar aberto, do contrário as fotos marcadas não aparecem.

As fotos serão selecionadas até o dia 07/08/2018.

– Abaixo segue um pequeno resumo dos locais que devem ser fotografados, para participar da exposição, com uma breve descrição e endereço. Para obter informações mais detalhadas, basta acessar o link:

http://museudarepublica.museus.gov.br/exposicoes/roteirosrepublicanos/index.html

MONUMENTOS

Monumento a Benjamin Constant

O monumento em homenagem ao engenheiro, militar e professor Benjamin Constant (1837-1891) foi inaugurado em 14 de julho de 1926 e encontra-se hoje no centro do Campo de Santana, na Praça da República.

Monumento a Floriano Peixoto

Inaugurado em 21 de abril de 1910, localizado na Praça Alagoas na Cinelandia. Sua criação foi proposta por militares positivistas do Clube Militar em 1904, quando se formou uma comissão para a escolha do projeto de escultura que homenagearia o segundo presidente republicano, o Marechal Floriano Peixoto (1891-1894).

Busto de Juscelino Kubitschek

Na madrugada de 21 de abril de 1962, indivíduos não-identificados desceram de um caminhão e, com a ajuda de escadas, colocaram um busto de bronze do ex-presidente (1956-1961) sobre um dos vasos de mármore de carrara da Cinelândia, tal qual havia sido feito com o busto de Getúlio Vargas. Localizado na Praça Floriano.

Busto de Getúlio Vargas

Em 24 de agosto de 1954, em meio às manifestações populares que aconteciam na cidade por conta do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, um de seus bustos foi anonimamente tirado do Ministério do Trabalho e colocado sobre um dos vasos de mármore de carrara da Praça Floriano, de frente para o Palácio Monroe, de costas para o Teatro Municipal. Localizado na lateral da praça, entre os bares Verdinho e Amarelinho.

Monumento aos militares cassados pelo golpe de 1964

Intitulado “Monumento ao nunca mais: homenagem à resistência brasileira e à luta pela anistia”, a escultura da artista plástica Cristina Pozzobon foi inaugurada no dia 1º de abril de 2014, data do aniversário de 50 anos do golpe de estado que iniciou a ditadura militar (1964-1985). Está localizado na lateral da Praça Floriano, voltada para o Clube Militar

Obelisco

Inspirado no obelisco egípcio da Place de La Concorde, de Paris, foi inaugurado em 15 de novembro de 1906 para comemorar a abertura da Avenida Central (atual Rio Branco) que aconteceu no ano anterior, na mesma data. Localizado na Av. Rio Branco, próximo a Praça Mahatma Gandhi.

Monumento a Deodoro da Fonseca

Foi inaugurado em 15 de novembro de 1937 na Praça Paris, no bairro da Glória, apenas 5 dias após o golpe que instaurou o Estado Novo (1937-1945). localizado na Praça Marechal Deodoro da Fonseca

Logradouros Públicos

Praça XV de Novembro

A história da região hoje conhecida como Praça XV começou no século XVII, quando a ocupação habitacional da cidade ultrapassou os limites do Morro do Castelo e se encaminhou para a região pantanosa onde desde 1585 havia a ermida de Nossa Senhora do Ó. O espaço foi então chamado de Terreiro do Ó e, posteriormente, Terreiro da Polé, pois lá existia um tronco para o açoite de escravos. Depois disso passou a se chamar Terreiro (ou Largo) do Carmo graças à presença da Ordem Terceira do Carmo no local com seu convento (1619), a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo (1755) e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1770), primeira Sé do Rio de Janeiro. Localização, Praça XV centro do Rio.

Avenida Rio Branco (ex-Central)

Hoje em dia a Avenida Rio Branco, antiga Avenida Central, é uma das principais vias do centro da cidade para motoristas e pedestres, além de local cotidiano de passagem e trabalho para milhares de pessoas. Para os responsáveis pelas reformas urbanas da cidade do Rio de Janeiro durante o governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906), construí-la era instaurar no centro histórico do Rio de Janeiro um símbolo da República moderna, civilizada e europeizada à francesa que era imaginada pelas elites políticas da época. Além do mais, a abertura de grandes avenidas era considerada essencial para facilitar o fluxo de pessoas e mercadorias pela cidade, prejudicado pelas ruas estreitas e irregulares existentes desde os tempos coloniais.

Praça Floriano Peixoto (Cinelândia)

Na época da Colônia e do Império a região onde hoje se situa a Cinelândia foi ocupada pelo Convento da Ajuda (1750) e, por isso, chamada de Campo da Ajuda; também era conhecida como Largo da Mãe do Bispo, pois ali morava a mãe de Dom Joaquim Justiniano de Mascarenhas Castelo Branco, bispo regente da diocese do Rio de Janeiro de 1773 a 1805. Na frente do convento havia uma pequena praça, que no final do Império se chamava Praça Ferreira Vianna. Toda essa região ficava aos pés do Morro do Castelo, área inicial de ocupação da cidade.

Edificações

Museu Histórico e Diplomático Palácio do Itamaraty

O Palácio Itamaraty foi construído na antiga Rua Larga de São Joaquim, atual Avenida Marechal Floriano por encomenda de Francisco José da Rocha, o conde de Itamaraty, um rico comerciante português de café e pedras preciosas do Vale do Paraíba. O edifício foi concluído em 1854 e seu projeto é de autoria de José Maria Jacinto Rebelo, discípulo do arquiteto francês Grandjean de Montigny e que também assinara o palacete que o conde possuía no Alto da Boa Vista, Tijuca. É um típico exemplar de arquitetura neoclássica, pintado na cor característica desse estilo, o rosa. O palácio foi construído para ser usado em festas e recepções, razão pela qual não possuía quartos, apenas salões. Na parte de trás, existe um grande lago cercado de palmeiras imperiais. Avenida Marechal Floriano 196, Centro

Casa Histórica de Deodoro da Fonseca

Atual sede do museu Casa Histórica de Deodoro, administrado pelo Exército Brasileiro, a casa serviu de residência para o marechal Deodoro da Fonseca e sua esposa, Mariana. Foi construída no início do século XIX à maneira portuguesa, com pedra, cal e óleo de baleia e, de acordo com o estilo colonial, apresenta dois pavimentos; o inferior que era utilizado para entrada de veículos, moradia dos escravos e atividades comerciais e o superior, onde ficavam os aposentos de uso familiar como as salas de recepções e de jantar e os quartos, estes sem janelas para o exterior. A casa foi adquirida pela família Fonseca quando do retorno do marechal Deodoro à Corte, anos depois de sua participação na Guerra do Paraguai (1864-1870). Para o militar o imóvel certamente ficava em ótima localização, logo em frente ao Quartel General do Exército (onde hoje é o Palácio Duque de Caxias) e próximo ao Clube Militar, presidido por Deodoro desde 1897. Praça da República 197, Centro

Museu Nacional de Belas Artes

O prédio que hoje abriga o Museu Nacional de Belas Artes surgiu como sede da Escola Nacional de Belas Artes, instituição criada em 8 de novembro de 1890, já na República, em substituição à Academia Imperial de Belas Artes que remonta aos tempos de D. João VI e à chegada da Missão Artística Francesa em 1816. O primeiro diretor da Escola foi o escultor e professor Rodolfo Bernardelli, considerado um dos reformadores do ensino artístico no Brasil. Nessa época a instituição funcionava na sede de 1826, projetada por Grandjean de Montigny e situada no lugar onde hoje há a Travessa das Belas Artes, esquina com a Avenida Passos.

Theatro Municipal

Quando o Brasil tornou-se República em 1889, a atividade teatral do Rio de Janeiro concentrava-se na região do Largo do Rocio, atual Praça Tiradentes, onde existiam os teatros Lírico, São Pedro, João Caetano e outros, considerados então muito antigos e precários. Durante o século XIX o ator João Caetano já defendia a criação de um teatro estatal com uma companhia estatal própria. Na virada do século, o dramaturgo e jornalista Arthur Azevedo desenvolvia nos jornais sua campanha pela criação de uma companhia municipal de teatro, com sede própria, assim como o teatro da Comédie Française de Paris. Em 1894, graças ao seu empenho, surgiu uma lei municipal prevendo a construção do Teatro Municipal e a imposição de uma taxa para financiá-lo, porém a lei não foi cumprida. A criação de uma instituição teatral nos moldes franceses era bem vista pelo projeto republicano de transformar a capital federal numa cidade moderna e “civilizada”, digna de ser o centro político, cultural e financeiro do país. Praça Floriano s/nº, Centro

Biblioteca Nacional

A Biblioteca Nacional é a instituição responsável por captar, preservar e difundir o patrimônio bibliográfico e documental do Brasil. Possui um acervo de mais de 10 milhões de livros, mapas, fotos, periódicos, manuscritos, dentre outros itens, o que a torna uma das 10 maiores bibliotecas do mundo segundo a Unesco e a maior da América Latina. A biblioteca é a responsável pelo depósito legal, isto é, o registro de todas as obras publicadas no Brasil, que devem ter um exemplar enviado para a instituição. Além do atendimento aos pesquisadores, ela atua como centro de referência e controle bibliográfico e promove a divulgação de livros e autores brasileiros no Brasil e no exterior.

Avenida Rio Branco 219, Centro

Palácio Pedro Ernesto (Câmara dos Vereadores)

No lugar que hoje é ocupado pelo prédio da Câmara Municipal do Rio de Janeiro existiu a Capela de Nossa Senhora da Ajuda até 1596. Em 1742 o terreno foi incorporado ao Convento de Nossa Senhora da Ajuda, que seria inaugurado em 1750. Em 1872, o mesmo terreno foi cedido para a construção da Escola Pública da Freguesia de São José, inaugurada em 1874 em estilo arquitetônico manuelino. Com a proclamação da República em 1889, o governo provisório separou a função executiva da legislativa no âmbito municipal, visto que ambas eram exercidas pela Câmara durante o Império. Assim, enquanto a prefeitura continuou a ocupar o Paço Municipal no Campo da Aclamação (atual Campo de Santana), o Conselho de Intendência Municipal foi transferido em 1896 para o prédio da Escola Pública da Freguesia de São José. Praça Floriano s/nº., Centro

Centro Cultural da Justiça Federal (antigo Supremo Tribunal Federal)

O prédio que hoje é ocupado pelo Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) na Avenida Rio Branco, de frente para a Cinelândia, foi construído a partir de 1905 para servir como Palácio do Arcebispado do Rio de Janeiro. No entanto, o arcebispo não gostou da localização do prédio e este acabou por ser adquirido pelo governo federal, ainda na fase de obras, para a instalação do Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do judiciário brasileiro instaurado pelo regime republicano em 1890. Avenida Rio Branco 241, Centro

Clube Militar

Na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Santa Luzia encontramos a sede principal do Clube Militar, associação civil fundada em 26 de junho de 1887 e que admite como sócios efetivos oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sejam eles da ativa, da reserva, reformados, ou aspirantes a oficial do Exército e da Marinha ou guardas-marinhas. Seus principais objetivos são: estreitar os laços de união e solidariedade entre os oficiais das três forças, defender os interesses de seus sócios, resguardar seus direitos, incentivar manifestações cívicas e patrióticas e interessar-se por questões que possam ferir a honra nacional e militar.

Palácio Monroe

Atualmente, quem caminha pela Cinelândia em direção ao Aterro do Flamengo se depara com uma grande praça na altura do Obelisco chamada Mahatma Gandhi, em homenagem ao líder pacifista indiano (ali representado por uma escultura desde 1949), um estacionamento e um chafariz da fundição parisiense Val d’Oise da década de 1870, de autoria de Louis Savageau, que originalmente decorava a Praça XV. Nesse espaço público se registra uma das maiores ausências do patrimônio histórico urbano da Cinelândia, o Palácio Monroe, demolido em 1976. O palácio foi projetado a pedido do governo brasileiro pelo coronel engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar (1855-1935) para representar o Brasil na feira mundial de tecnologia de Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904, onde ganhou o Grande Prêmio Medalha de Ouro de melhor projeto de arquitetura.

Igreja Positivista do Brail

Inaugurado em 15 de agosto de 1891 e só concluído em 1897, o templo da Igreja Positivista Brasileira foi a primeira sede em todo o mundo da chamada “Religião da Humanidade”, uma religião agnóstica e não-transcendental cujos princípios vinham da doutrina positivista do francês Augusto Comte (1798-1857). Embora se valesse da arquitetura, dos rituais, do sacerdócio e do culto de santos e de uma virgem-mãe, elementos caros ao catolicismo, o aspecto religioso do positivismo rejeitava a existência de um Deus transcendental, afastado da humanidade. Para essa corrente ortodoxa do positivismo, Deus era a própria Humanidade, representada por uma mulher carregando uma criança nos braços; a mulher em questão tem traços fisionômicos semelhantes aos de Clotilde de Vaux, paixão platônica e musa inspiradora de Comte. Cultuavam-se os “grandes homens” de talento e pensamento exemplares para a história da Humanidade e que deveriam ser lembrados através de cerimônias cívicas, datas comemorativas e monumentos públicos. Rua Benjamin Constant 74, Glória

Museu da República

O Palácio Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Erguido no Rio de Janeiro, então Capital Imperial, tornou-se símbolo do poder econômico da elite cafeicultora escravocrata do Brasil oitocentista. Sua concepção em estilo eclético é resultado do trabalho de artistas estrangeiros de renome, como o arquiteto Gustav Waehneldt e os pintores Emil Bauch, Gastão Tassini e Mario Bragaldi. Em 1889, passados vinte anos da morte do Barão e de sua esposa, o Palácio foi vendido à Companhia do Grande Hotel Internacional e, posteriormente, antes que fosse instalada qualquer empresa hoteleira no imóvel, foi vendido ao maior acionista da Companhia, o conselheiro Francisco de Paula Mayrink. Em 18 de abril de 1896, durante o mandato do presidente Prudente de Moraes, à época exercido em caráter interino pelo vice Manuel Vitorino, o Palácio foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República, anteriormente instalada no Palácio do Itamaraty. Rua do Catete 153, Catete

Fonte e material completo em:

http://museudarepublica.museus.gov.br/exposicoes/roteirosrepublicanos/index.html