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jun
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Quem passa pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana hoje, a qualquer hora do dia ou da noite, tem a mesma impressão: ônibus demais e passageiros de menos. E, infelizmente, isso não é exclusividade de Copa. A quantidade de linhas que fazem o mesmo trajeto pela Zona Sul é absurda. Tanto que é mais do que comum ver ônibus vazios passando de lá pra cá, enquanto os extensores do metrô estão sempre cheios. Isso porque até para circular dentro da Zona Sul o metrô é a melhor opção, já que faz menos paradas, é mais rápido, mais limpo e mais moderno.
Resolver isso seria fácil. Bastaria reordenar o transporte público da cidade. Organizar linhas, retirar o excesso, criar sistemas de integração, realocar os veículos faltantes pras áreas aonde o metrô mal chega. E essa proposta existe (promover licitações para as linhas, que durariam coisa de 25 anos, estipulando regras de prestação de serviço). Está nas mãos do César Maia, guardada a sete chaves. E deve ser votada em breve.
Só que aí que está o problema. Essa proposta já existia há 10 anos, nas mãos do nosso ex-Prefeito, Luiz Paulo Conde. E quando foi pra votação na câmara, não passou. Quiseram renovar as liminares “provisórias” por mais dez anos. O Conde vetou mas, claro, derrubaram o veto dele. E agora, uma década depois, estamos prestes a encarar a mesma ladainha: licitação para reorganizar o transporte público, melhorar o trânsito na cidade, baixar o valor das passagens e regulamentar as empresas… ou renovar as liminares “provisórias” por mais dez anos, deixando tudo como está?
Fica claro que Vereador não anda de ônibus (mas que adora um empresário). Que só batendo muito o pé nosso Prefeito ganha essa. E que nós, reles cariocas, precisamos pensar melhor quem esquenta cadeira na câmara.