A rodada passada mostrou a força da estrela solitária, o buraco na nau vascaína, a medianidade do tricolor, a desandada do rubro-negro e diversas “paçocadas”.
Não entendeu o que significa “paçocada”? Muito que bem.
Com toda a ginga e malandragem que é peculiar ao nosso futebol, por diversas vezes somos abençoados com palavras que ilustram o espírito carioca. “Migué”, que vem de “miguelar” (ou “miguezar”, há divergências), é o ato de sentir dor irreal – quase sempre na virilha por ser de difícil detecção em exames – com o intuito de faltar treino, não participar de uma partida, enfim, mentir para se escusar de algo.
“Paçocar”, por sua vez, é a falha desconcertante do sistema defensivo que freqüentemente gera gol do adversário. Ocorre, quase sempre, com zagueiros ruins ou em campos em péssimas condições de jogo.
Por esse motivo, a rodada do final de semana foi divertida. Vimos, no São Paulo x Vasco, a incrível “paçocada” do zagueiro Amaral que entregou de bandeja o gol ao Borges, bem como a do goleiro Julio César, no Botafogo x Náutico, cuja “paçocada” fantástica quase desestabilizou o Botafogo.
“Paçocadas” a parte, a última rodada do brasileirão deixou duas questões em aberto: quando Carlos Alberto começará a jogar pelo Flu antes de se transferir para a Alemanha e se o namoro do Flamengo com a 2ª divisão acabará em casamento em 2007.
É esperar para ver…